Apresentação
Bom, meu nome é Felipe, tenho 23 24 anos e moro em Belo Horizonte.
Pretenso Engenheiro, gosto de comer bem e de cozinhar um pouco (não, não sou nenhum chef e não tenho nenhum tipo de curso). Como um bom mineiro, estou sempre à procura de novidades, mas sempre bem desconfiado e receoso ao escolher um lugar. Acabo sempre indo a lugares indicados por algum conhecido ou então lugares onde sou veterano.
Muitas vezes procurei na internet e não achei muita coisa concreta, sempre tem alguma coisa de algum site ou revista especializada que deixa a coisa muito mecanizada, cheio de notas, estrelas, textos prontos, enfim… Com isso me veio a idéia de fazer alguma coisa mais informal e sem muitos padrões pra expressar meu (e da minha pequena, claro) sentimento sobre os lugares que costumo ir.
Esta é uma idéia antiga, porém não concretizada pela falta de tempo.
Agora, depois de muito tempo com a idéia na cabeça, continuo sem muito tempo disponível, mas vou fazer mesmo assim, com o intuito de exercitar meu senso crítico e orientar pessoas que, assim como eu, estão a procura de bons lugares para se divertir, ficar a vontade e matar a fome (com prazer e sem estresse).
As postagens não serão feitas com frequência certa, pois vou fazê-las conforme minha frequência nos restaurantes e afins, porém acredito que serão bem criteriosas e verdadeiras.
Tudo que for postado neste blog será fruto da minha opinião/conhecimento pessoal, nada com base científica ou qualquer coisa do tipo.
VINICIUS PIZZARIA – DECEPÇÃO / PIZZARIA 68 – SURPREENDENTE
Este post será breve.
Na segunda-feira, véspera de feriado, Pequena e eu saímos para jantar em busca de uma Pizzaria. Acabamos optando pela “68″, que fica no Lourdes. Tínhamos um certo preconceito por ela, mas resolvemos arriscar. Chegamos lá por volta de 22:30h e estava lotado, com uma fila enorme na porta. Como não gosto nem um pouco de fila, fomos em busca de outro.
Este foi o nosso erro. Acabamos optando por uma decepção chamada Vinícius Pizzaria. O lugar tem tudo pra ser fantástico e faz parte de um grupo de restaurantes que pertencem a um só dono, um grupo chamado “Saia Mais”.
Pra começar, não havia Hostess e o local estava bem cheio, mas não lotado. Fomos atendidos de forma rude pelo pseudo-gerente, que nos mostrou uma mesa perto da varanda, que mais parecia uma enchente, devido à chuva. Ficamos ali por alguns minutos, ouvindo a gritaria de algumas pessoas e esperando o atendimento; garçons iam e vinham sem notar nossa presença. Depois de longa espera, pedimos um vinho. Assim que o vinho chegou, uma mesa no andar de cima foi disponibilizada para que pudéssemos ficar mais confortáveis. Chegamos lá e a mesa estava suja, mas isto é o de menos. O PG (pseudo-gerente) providenciou a limpeza e sumiu. Em seguida começamos a beber o vinho e esperar, esperar, esperar…. Cerca de 15 minutos sem nenhum tipo de atenção e nem sequer de posse do cardápio, impressionados ao extremo com a brutalidade e aparente insatisfação dos funcionários com a vida, resolvemos pedir a conta do vinho e partir.
Estou sem paciência para descrever todos os detalhes do mal atendimento e do clima desagradável, deixo apenas a dica. Se pensam em comer pizza de qualidade, mexam esses traseiros até a 68. Aliás, voltamos pra lá, de onde não devíamos ter saído. Nos surpreendemos. Comemos, bebemos e fomos atendidos de forma sublime.
Ficadica!
La Victoria, e que vitória! !
Escrevo novamente, após significativo recesso.
Recesso este que se deu pelo excesso, excesso de trabalho.
Desta vez escrevo do celular, por isto o formato peculiar…
Pois bem, caro leitor, o La Victoria é digno de uma pausa no recesso deste fulano que vos fala.
É um lugar sublime, que nos faz sentir em transe, um lugar para comemorar dois anos ao lado da melhor pessoa do mundo.
Trata-se de um restaurante de comida internacional (variada), para os amantes do bom gosto, dispostos a desembolsar uma pequena fortuna.
Os donos de lá são grandes e renomados chef’s e empresários do ramo, que resolveram montar este pequeno paraíso dos famintos.
Fica localizado no Jardim Canadá, já conhecido pelo habitual paradoxo entre o chiquérrimo e a miséria.
Existem dois ambientes, um interno e outro externo. Nada muito sofisticado, porém deveras elegante.
Escolhemos a parte externa. Fazia um frio brando, com céu aberto e sol brilhante; perfeito para a ocasião. Uma fonte de água faz o papel das caixas de som e deixa tudo ainda mais agradável.
Vamos ao que interessa, porque escrever no celular é quase exaustivo!
Para a entrada, pedimos um misto de Presunto Parma e Parmesão italiano, além do tradicional antepasto. Tudo perfeito, como tinha de ser.
Em seguida tomei alguns chopes para curar a ressaca e a Pequena tomou um vinho branco, Chardonay! Ideal para uma tarde ensolarada.
Ficamos ali, degustando aquelas delícias e bebericando por cerca de duas horas. Conversando fiado, rindo de algumas figuras belorizontinas e sendo atendidos como a familia real.
Após muito papo, fomos ao cardápio. Ah, que cardápio!!
Tem tudo que você pode imaginar, combinado de uma forma que você nunca imaginou. Após muito pensar e imaginar, escolhi um Risoto Pomodori, acompanhado de Camarão com Caviar (é isso mesmo, Caviar!). A Pequena pediu um prato composto de Camarão ao Curry com uma espécie de arroz indiano (Basmati).
O prato que escolhi é simplesmente o melhor prato que já comi, e não é demagogia por causa do Caviar. O prato tinha uma harmonia ímpar, risoto no ponto que provavelmente os italianos DEVEM fazer (AINDA não conheço a Itália), os camarões grandes e rosados, perfeitos, no ponto de cozimento que os deuses provavelmente devem desfrutar e com o toque do caviar que têm um sabor especial, diferente de tudo que já experimentei. A Pequena também ficou bem satisfeita com o prato que pediu, porem é difícil expressar o sentimento de outrem, ainda mais quando se trata de comida.
Feito isso, bastava-nos pedir a conta e ir embora com o melhor almoço de domingo dos últimos tempos. Mas não, não estávamos satisfeitos. O cardápio de sobremesa guardava preciosidades que não estavam no gibi.
Um Parfait de chocolate belga com calda de chocolate caramelo e creme de framboesa foi a exigência da Pequena. Ela fala disso e enche a boca d’água. Eu já fui mais humilde e pedi um Corneto com Mascarpone, sorvete de creme italiano e calda de FRUTAS vermelhas. Simplesmente fantástico, apaixonante. O corneto é uma coisa fora do comum, foge de tudo que eu conhecia e tem uma crocância inigualável. Misturado com o azedinho da calda, que tinha grandes pedaços de frutas vermelhas e com a cremosidade do mascarpone e do sorvete italiano, aquilo vira uma obra de arte!
Bom, chega de digitar nestas pequenas teclas.
Melhor restaurante da minha lista por enquanto.
O preço tambem é o maior, R$375 para o casal.
B Bistrô
Ali no Lourdes, onde a burguesia faz a festa, mas longe da badalação.
É uma casa de sanduíches finos, bem mais finos do que o tal Eddie Fine Burgers, que diga-se de passagem, ainda continua bom.
Mas o B Bistrô veio pra ficar e marcar seu lugar em Belo Horizonte, o topo do pódio. Sim, uma espécie de bistrô, onde o atendimento é de primeira qualidade, assim como a carne, o queijo, a cerveja, o pão, as cadeiras, e por aí vai…
A decoração é moderninha, com quadros pendurados no teto e bicicletas penduradas na parede. Cadeiras do tipo diretor de cinema fazem parte do encanto. Com uma capacidade de 170 pessoas, o lugar é aconchegante e as mesas são divididas simetricamente, e a maioria acolhe 4 pessoas.
O cardápio é encantador, começando com uma variedade deliciosa de frituras em forma de batata. Nas duas vezes que fomos, pedimos como entrada a Batata B Bistrô, que é cortada em finas fatias e servida com dentes inteiros de alho ao forno e um molho a base de manjericão delicioso, tudo isso em uma charmosa panelinha vermelha e branca de porcelana.
Para o momento fatness, sugerimos os seguintes hamburgueres:
- Canastra - Um maravilhoso hamburguer de linguiça macio como manteiga, com queijo canastra derretido em abundância, generosas fatias de bacon e pequenos pedaços de banana. É, já me deu água na boca só de lembrar. A banana corta um pouco a força do bacon e do queijo, e o pão é branco e macio. Combinação perfeita;
- Cervantes – Eu conheci o Cervantes no Rio de Janeiro, em Copacabana. Sempre soube que o bom de lá era o sanduíche de filé com abacaxi. Tá o do cervantes original é mais gostoso, mas o daqui tem um quê de sofisticação que me encantou, hambúrguer de entrecote mal passado e macio, com bastante queijo e abacaxi grelhado. O pão mais escuro com uma espécie de farinha bem fina por cima que é indescritível;
- Frango light – Hambuguer de frango, queijo, alface e um pão escuro com gergelim. Segundo a Pequena, PERFEITO;
- Paris – Aqui vale um parênteses. Originalmente, o Paris vem com hambúrguer de Picanha, mas a Pequena não pode com carne vermelha, passa mal na hora. Então perguntamos se a carne poderia ser trocada. Infelizmente não existe esta opção, o que acho uma pena. Mas o chef acabou abrindo uma exceção pra gente, exceção que podia virar regra pra atender à diferentes gostos. Enfim, mesmo com o hambúrguer de frango, o sanduíche ficou delicioso, com fatias de cogumelo, qeijo brie, alface e maiô-mostarda.
Chega de dicas para hambúrguer, todos parecem ser gostosos, visto o padrão dos que comemos…
Para sobremesa, peça o Profiteroles e depois conversamos. Eu garanto.
Como dito, atendimento do jeito que gosto, sem exageros e com delicadeza. Só não gostei da Coca-cola que é do tipo garrafinha engana bobo, que é o preço da latinha e vem só 200ml, impossível beber só uma. Fora isso, o chope e cerveja Heineken fazem meu tipo.
Os hambúrgueres custam entre R$20 e R$30,00. Preço razoável, posto o nível de qualidade de todos os itens, inclusive da trilha sonora.
Na época do Google Street View ainda era uma lojinha de roupas.
Patuscada
Falo-lhes então sobre um bom restaurante.
Patuscada, por definição quer dizer reunião de várias pessoas bebendo e comendo bem, alegremente, em uma espécie de celebração. É fato que o ambiente tradicional e sofisticado (com moderação) proporciona tudo isso aos que gostam de uma boa comida com um atendimento impecável. Mas também proporciona uma noite romântica e apaixonante a um casal comum, que quer jogar conversa fora, sem qualquer tipo de inconveniência.
O ambiente é decorado de forma clean e contemporânea. O atendimento é feito na porta, por atendentes experientes e educadíssimos. Uma sugestão de vinho é dada logo de início, e o mesmo chega à mesa junto com um couvert tradicional, gostoso e providencial que é cobrado por pessoa. Como vinho, acabamos pedindo o Alamos, porém dessa vez pedimos o tinto (Pinot-noir).
Após comer(o couvert), beber alegremente e muito analisar o cardápio, chegamos à um veredicto. Eu elegi como melhor no papel um Ossobuco de Cordeiro com Fetuccine ao Molho Branco com Amêndoas. Tá, eu não lembro se o nome é exatamente esse, mas o que vem no prato é isso. Um prato sóbrio, com o bom e velho contraste da carne vermelha com o molho branco, contraste este feito de forma exímia. Massa al dente e carne derretendo de tão macia. Indico, mas indico também uma boa olhada no cardápio, pois variedade não falta.
Se você já lê este blog, deve imaginar que a Pequena pediu algum prato com cogumelos. É, caro leitor, você acertou. Ela pediu um Salmão Grelhado com Coquetel de Cogumelos e Risoto de Limão Siciliano, que dispensa comentários. Basta saber que é feito com esmero, pois o nome já dá água na boca e deixa claro a composição do prato.
Para sobremesa, pedimos Tiramisu de chocolate. Um misto de doce e amargo, geladinho e capaz de dar um ponto final todo especial à noite.
O atendimento é do jeitinho que eu gosto, basta um olhar para que o garçon se prontifique e, sem foçar a barra, se mostre disponível para atender a qualquer pedido. Tudo isso acontece ao som de uma trilha sonora moderna, mas sem badalação.
O preço é de médio pra alto. Para duas pessoas, comendo como comemos, vai gastar cerca de R$150,00.
Trivialidades
Pra você, que utiliza pacote de dados no celular, preste atenção:
Eu utilizava o Pacote de Dados de 250Mb da TIM, até que certo dia mudei de aparelho e necessitei de mais Megas. Em uma feliz coincidência, certo dia recebi uma oferta da TIM para passar meu plano de dados para o Infinity Web, que me daria acesso ilimitado à Internet, ou seja, eu teria um Pacote de Dados sem limitação de “Mb” por apenas R$29,90, contra os R$19,90 que pagava no de 250Mb.
Até aí, tudo certo. Não fosse pelo fato de que dois meses após tal mudança, minha fatura mensal chega cobrando os dois pacotes.
Cobrando um ilimitado e um limitado na mesma conta. Ótimo, não?!
Liguei pra lá, pedindo o estorno de tal valor, e ouvi: “Não senhor, o Pacote de 250Mb ainda está ativo na conta do senhor, e se está ativo, a cobrança é devida. No dia que adiquiriu o plano ilimitado, o senhor devia ter informado que gostaria de cancelar o existente.”
É, é verdade, eu me esqueci que estava tratando com máquinas e não com pessoas.
Pois bem, após muito gritar e esbravejar, fizeram o estorno do valor como um “crédito de relacionamento”, que não sei o que quer dizer.
Então fica a dica, se você vai fazer um Upgrade do seu plano, certifique-se do cancelamento do atual.
Em breve novidades no ramo gastronômico.
Restaurant Week, o retorno.
Conforme prometido, minha segunda experiência no Restaurant Week.
Para começar, as chamadas relações interpessoais, que são características de um autêntico Bistrô, não se mostraram aparentes na entrada. Não havia um Hostess na entrada para explicar um pouco sobre o local, nos mostrar o espaço, enfim. Nada de apresentações.
A casa fica no Barroca, é bem charmosa e espaçosa. À luz baixa, algumas mesas na parte externa dão uma certa serenidade ao local. A parte interna tem paredes escuras e uma decoração rústica com um tom zen.
Pois bem, depois de um momento sem graça parado entre o balcão e o banheiro, um dos 2 ou 3 atendentes nos disse boa noite e continuou com suas tarefas. Para não comer em pé, escolhemos uma mesa na entrada, perto do balcão.
Após um curto atendimento na mesa, recebemos os cardápios e pedimos um chopp Ave Cesar, muito bom por sinal.
Dando início aos serviços, pedimos o Restaurant Week. Para entrada, eu comi um Ragu de Costelinha ao molho de Jabuticaba, servido sobre uma massa crocante de mandioca. Eu nunca me mostrei favorável a molho de Jabuticaba, mas depois desse prato, virei a folha. A Pequena comeu uma Mini Lasanha de Beringela ao Pesto, e se mostrou satisfeita com o pedido.
Com o atendimento deixando a desejar e com aquela que me parece ser a dona ou gerente falando alto e sem sequer notar nossa presença, fomos para o prato principal:
Baião de Três (arroz com feijão de corda, carne seca, queijo coalho, pimenta biquinho, manteiga de garrafa e crocante de couve) pra mim e Massa Fresca recheada de Três Queijos ao Molho de Tomates para Ela. Não sei se o Três nos dois pratos foi proposital, kinda cute…
Meu prato estava gostoso, nada surpreendente. Na minha opinião havia manteiga em excesso. Eu daria nota 5/10. A massa recheada também não surpreendeu.
Após muito esperar por um chopp e continuar incomodados com o papo em voz alta no balcão, decidimos pedir a sobremesa e uma coca.
Pedimos então um demorado Sorvete de Limão com Calda de Brigadeiro, mas que valeu cada segundo de espera. Como um apaixonado por doces feitos à base de limão, sou suspeito pra falar dos contrastes formados entre a doçura do chocolate e o azedinho do limão e entre o frio do sorvete e o quente da calda. Ambos adoramos.
Fechando a conta, gostei dos pratos, mas infelizmente o atendimento foi lastimável, com poucos atendentes e demora nos serviços. Não cumpriu com o esperado. E isso pra mim é item de desclassificação.
Pra quem não liga, vale a pena conhecer. É uma bela casa e serve coisinhas sofisticadas.


