Apresentação

Bom, meu nome é Felipe, tenho 26 anos e moro em Belo Horizonte.

Engenheiro, gosto de comer bem e de cozinhar um pouco. Como um bom mineiro, gosto de comer bem, porém sempre desconfiado e receoso ao escolher um lugar. Acabo sempre indo a lugares indicados por algum conhecido ou então lugares onde sou veterano.

Muitas vezes procuro na internet e não acho muita coisa concreta, sempre tem alguma coisa de algum site ou revista especializada que deixa a coisa muito mecanizada, cheio de notas, estrelas, textos prontos, enfim… Com isso me veio a ideia de fazer alguma coisa mais informal e sem muitos padrões pra expressar meu (e da minha pequena, claro) sentimento sobre os lugares que costumo ir.

Agora, depois de muito tempo com a ideia na cabeça, continuo sem muito tempo disponível, mas vou fazer mesmo assim, com o intuito de exercitar meu senso crítico e orientar pessoas que, assim como eu, estão a procura de bons lugares para se divertir, ficar a vontade e matar a fome (com prazer e sem estresse).

As postagens não serão feitas com frequência certa, pois vou fazê-las conforme minha frequência nos restaurantes e afins, porém acredito que serão bem criteriosas e verdadeiras.

Tudo que for postado neste blog será fruto da minha opinião/conhecimento pessoal, nada com base científica ou qualquer coisa do tipo.

Categorias:Off

Der Famous

Na contorno, perto do meu antigo colégio, o Padre Machado.
Com a recepção e cozinha do ‘Alemão’, um dos caras mais interessantes que já conheci, o Der Famous reúne o que Minas mais adora, Pão com Lingüiça e cerveja boa.

Com sanduíches que permeiam pela criatividade do dono; lingüiça importada, pernil, mostarda, abacaxi, cebola, queijo e pães de primeira linha são ingredientes de rotina no Famous.

Com pouco mais de 10 lugares, o ambiente é pequeno e aconchegante. Abre das 20 as 02hs e serve sanduíches de fino trato, por preços amigáveis.

Avenida do Contorno, 6399. São Pedro, Belo Horizonte.

Categorias:Bar/Boteco, Noite Etiquetas:, , ,

Cassis

Dica rápida, sobre um lugar e tanto.

Ali, na Estevão Pinto, se esconde um pequeno restaurante, que atende pelo nome de Cassis.

Uma antiga casa, com varanda na porta, um ambiente boêmio e pessoal de primeira.
Para um “happy hour” ou encontro informal; cervejas premium (Paulistania, Erdinger, etc…), costelinha ao molho barbecue, com batatas e farofa; e salsichão com salada de batatas são alguns dos pequenos mimos que estão disponíveis neste surpreendente ambiente.

Pelo que ouvi, o almoço também é de boa qualidade.

Roberto, o Chef, e sua esposa são atenciosos e cuidadosos no atendimento.

Com certeza vou virar cliente e recomendo para todos os amantes do aconchego.

http://maps.google.com.br/maps?q=cassis+bh&cid=0,0,5164793513728888890&sa=X&ei=ElOyUIfoHoe-8AT-hoDwDg&ved=0CC0Q_BIwAA#bmb=1

Categorias:Noite Etiquetas:, , , , ,

Floriano, livraria, café e descontração

Perto dos butecos e da agitação, um ambiente destoa; é o Floriano, nem tão Peixoto, mas que consolida um novo lugar no bom e velho São Bento.

A princípio, não chama muito a atenção. Com livros ao fundo e pequenas mesas na varanda, o lugar é elegante e tem um aspecto clean.

A trilha sonora embala desde a antiga MPB ao bem swingado jazz. Ao som de B. Holiday, por ali eu ficaria a noite toda.

Atendimento de primeiríssima qualidade e opções fantásticas de pratos, com sugestões do dia, opções de café, doces, saladas, etc.

É um lugar descontraído, elegante e que merece minha atenção. Ideal para uma noite de sexta-feira gelada.

Vinho bom, comida boa e preço justo.

Em frente ao Verdinho, não tem como errar.

VINICIUS PIZZARIA – DECEPÇÃO / PIZZARIA 68 – SURPREENDENTE

Este post será breve.

Na segunda-feira, véspera de feriado, Pequena e eu saímos para jantar em busca de uma Pizzaria. Acabamos optando pela “68”, que fica no Lourdes. Tínhamos um certo preconceito por ela, mas resolvemos arriscar. Chegamos lá por volta de 22:30h e estava lotado, com uma fila enorme na porta. Como não gosto nem um pouco de fila, fomos em busca de outro.

Este foi o nosso erro. Acabamos optando por uma decepção chamada Vinícius Pizzaria. O lugar tem tudo pra ser fantástico e faz parte de um grupo de restaurantes que pertencem a um só dono, um grupo chamado “Saia Mais”.

Pra começar, não havia Hostess e o local estava bem cheio, mas não lotado. Fomos atendidos de forma rude pelo pseudo-gerente, que nos mostrou uma mesa  perto da varanda, que mais parecia uma enchente, devido à chuva. Ficamos ali por alguns minutos, ouvindo a gritaria de algumas pessoas e esperando o atendimento; garçons iam e vinham sem notar nossa presença. Depois de longa espera, pedimos um vinho. Assim que o vinho chegou, uma mesa no andar de cima foi disponibilizada para que pudéssemos ficar mais confortáveis. Chegamos lá e a mesa estava suja, mas isto é o de menos. O PG (pseudo-gerente) providenciou a limpeza e sumiu. Em seguida começamos a beber o vinho e esperar, esperar, esperar…. Cerca de 15 minutos sem nenhum tipo de atenção e nem sequer de posse do cardápio, impressionados ao extremo com a brutalidade e aparente insatisfação dos funcionários com a vida, resolvemos pedir a conta do vinho e partir.

Estou sem paciência para descrever todos os detalhes do mal atendimento e do clima desagradável, deixo apenas a dica. Se pensam em comer pizza de qualidade, mexam esses traseiros até a 68. Aliás, voltamos pra lá, de onde não devíamos ter saído. Nos surpreendemos. Comemos, bebemos e fomos atendidos de forma sublime.

Ficadica!

La Victoria, e que vitória! !

Escrevo novamente, após significativo recesso.
Recesso este que se deu pelo excesso, excesso de trabalho.

Desta vez escrevo do celular, por isto o formato peculiar…

Pois bem, caro leitor, o La Victoria é digno de uma pausa no recesso deste fulano que vos fala.

É um lugar sublime, que nos faz sentir em transe, um lugar para comemorar dois anos ao lado da melhor pessoa do mundo.

Trata-se de um restaurante de comida internacional (variada), para os amantes do bom gosto, dispostos a desembolsar uma pequena fortuna.

Os donos de lá são grandes e renomados chef’s e empresários do ramo, que resolveram montar este pequeno paraíso dos famintos.

Fica localizado no Jardim Canadá,  já conhecido pelo habitual paradoxo entre o chiquérrimo e a miséria.

Existem dois ambientes, um interno e outro externo. Nada muito sofisticado, porém deveras elegante.

Escolhemos a parte externa. Fazia um frio brando, com céu aberto e sol brilhante; perfeito para a ocasião. Uma fonte de água faz o papel das caixas de som e deixa tudo ainda mais agradável.

Vamos ao que interessa, porque escrever no celular é quase exaustivo!

Para a entrada, pedimos um misto de Presunto Parma e Parmesão italiano, além do tradicional antepasto. Tudo perfeito, como tinha de ser.

Em seguida tomei alguns chopes para curar a ressaca e a Pequena tomou um vinho branco, Chardonay! Ideal para uma tarde ensolarada.

Ficamos ali, degustando aquelas delícias e bebericando por cerca de duas horas. Conversando fiado, rindo de algumas figuras belorizontinas e sendo atendidos como a familia real.

Após muito papo, fomos ao cardápio. Ah, que cardápio!!
Tem tudo que você pode imaginar, combinado de uma forma que você nunca imaginou. Após muito pensar e imaginar, escolhi um Risoto Pomodori, acompanhado de Camarão com Caviar (é isso mesmo, Caviar!). A Pequena pediu um prato composto de Camarão ao Curry com uma espécie de arroz indiano (Basmati).

O prato que escolhi é simplesmente o melhor prato que já comi, e não é demagogia por causa do Caviar. O prato tinha uma harmonia ímpar, risoto no ponto que provavelmente os italianos DEVEM fazer (AINDA não conheço a Itália), os camarões grandes e rosados, perfeitos, no ponto de cozimento que os deuses provavelmente devem desfrutar e com o toque do caviar que têm um sabor especial, diferente de tudo que já experimentei. A Pequena também ficou bem satisfeita com o prato que pediu, porem é difícil expressar o sentimento de outrem, ainda mais quando se trata de comida.

Feito isso, bastava-nos pedir a conta e ir embora com o melhor almoço de domingo dos últimos tempos. Mas não,  não estávamos satisfeitos. O cardápio de sobremesa guardava preciosidades que não estavam no gibi.

Um Parfait de chocolate belga com calda de chocolate caramelo e creme de framboesa foi a exigência da Pequena. Ela fala disso e enche a boca d’água. Eu já fui mais humilde e pedi um Corneto com Mascarpone, sorvete de creme italiano e calda de FRUTAS vermelhas. Simplesmente fantástico, apaixonante. O corneto é uma coisa fora do comum, foge de tudo que eu conhecia e tem uma crocância inigualável. Misturado com o azedinho da calda, que tinha grandes pedaços de frutas vermelhas e com a cremosidade do mascarpone e do sorvete italiano, aquilo vira uma obra de arte!

Bom, chega de digitar nestas pequenas teclas.

Melhor restaurante da minha lista por enquanto.

O preço tambem é o maior, R$375 para o casal.

Café Viena Beer

Um pouco do sabor da Europa Central bem no meio de Belo Horizonte.

Digno do nome, o Café Viena desde 1999 dá aos mineiros a oportunidade de experimentar os sabores apaixonantes da região germânica do velho continente.

Com uma decoração ousada e típica da região austríaca, o ambiente ficou aconchegante e sóbrio, atendendo bem à demanda de mesas na calçada, mas sem perder o charme com as paredes pintadas de vermelho e branco, o balcão em cores escuras e a luz média na parte interna. Sobre o atendimento, falo em seguida.

Quem vem pela rua e se instala na parte inferior do restaurante não tem idéia do que a parte de cima reserva aos amantes do bom gosto. A parte superior tem mesas de vários tamanhos e é decorada com máquinas de chope antigas, instrumentos de sopro pendurados na parede e uma lambreta encostada ao fundo, pertinho da cozinha. Ao caminhar para o fundo do restaurante, imaginando que ali já estaria de bom tamanho, você se surpreende com uma delícia de varanda que tem vista para a rua de trás, criando um terceiro ambiente, mais tranqüilo e sereno, ideal para um encontro em turma.

Se você está com sede, pode escolher uma das 570 variedades de cerveja disponíveis na “carta de cervejas”. Não, eu não digitei errado, são 570, o mais variado cardápio de cervejas da América Latina. Cervejas claras, escuras, de trigo, de malte, ale, pilsen, lager, efim. Todo tipo que você pode imaginar, vindas de vários lugares do mundo, inclusive a cerveja Viena, de fabricação prórpria.

Acho que não cabe a mim ficar indicando qual cerveja é melhor, porque depois de ver a variedade, cada um acaba escolhendo um tipo, uma cor, um sabor, uma marca… Sugiro que peçam indicação ao dono, que está sempre por lá. Um sujeito ímpar, simples e sofisticado ao mesmo tempo. Grande e barbudo, ele não nega papo. Ontem, além de uma austríaca, uma alemã e da própria Viena, que tomei por lá, ele me sugeriu uma francesa chamada Amadeus, de puro malte, que comprei para levar.

Agora, se você está com fome, são aproximadamente 150 variedades de comidas típicas. São iguarias como Joelho de Porco, Salsichão de Vitela, Salsichão com Queijo, Leitoa de Leite e Costela Suína. Tudo sempre acompanhando de Chucrute, Salada de Batatas ou Mandioca sem fibra. Tudo muito bem feito e com gostinho de quero mais. Apesar de parecer, não é uma comida pesada.

Aos sábados, é servido um Buffet livre, com algumas dessas maravilhas.

Para a sobremesa, fomos agraciados por um Sorvete de Amora caseiro, também de fabricação própria. Além disso, outras belezuras também estão disponíveis no cardápio, como apfelstrudel e tortas alemãs.

O atendimento dispensa comentários. Como diz aquela velha máxima, “o olho do dono engorda o boi”.

O preço vai variar muito, devido à volatilidade do cardápio de cervejas, que tem exemplares que vão de R$4,00 a R$750,00. Mas no fim das contas, dá pra comer bem e tomar umas boas, gastando cerca de R$80,00 (CASAL).

B Bistrô

Ali no Lourdes, onde a burguesia faz a festa, mas longe da badalação.

É uma casa de sanduíches finos, bem mais finos do que o tal Eddie Fine Burgers, que diga-se de passagem, ainda continua bom.

Mas o B Bistrô veio pra ficar e marcar seu lugar em Belo Horizonte, o topo do pódio. Sim, uma espécie de bistrô, onde o atendimento é de primeira qualidade, assim como a carne, o queijo, a cerveja, o pão, as cadeiras, e por aí vai…

A decoração é moderninha, com quadros pendurados no teto e bicicletas penduradas na parede. Cadeiras do tipo diretor de cinema fazem parte do encanto. Com uma capacidade de 170 pessoas, o lugar é aconchegante e as mesas são divididas simetricamente, e a maioria acolhe 4 pessoas.

O cardápio é encantador, começando com uma variedade deliciosa de frituras em forma de batata. Nas duas vezes que fomos, pedimos como entrada a Batata B Bistrô, que é cortada em finas fatias e servida com dentes inteiros de alho ao forno e um molho a base de manjericão delicioso, tudo isso em uma charmosa panelinha vermelha e branca de porcelana.

Para o momento fatness, sugerimos os seguintes hamburgueres:

  • Canastra – Um maravilhoso hamburguer de linguiça macio como manteiga, com queijo canastra derretido em abundância, generosas fatias de bacon e pequenos pedaços de banana. É, já me deu água na boca só de lembrar. A banana corta um pouco a força do bacon e do queijo, e o pão é branco e macio. Combinação perfeita;
  • Cervantes – Eu conheci o Cervantes no Rio de Janeiro, em Copacabana. Sempre soube que o bom de lá era o sanduíche de filé com abacaxi. Tá o do cervantes original é mais gostoso, mas o daqui tem um quê de sofisticação que me encantou, hambúrguer de entrecote mal passado e macio, com bastante queijo e abacaxi grelhado. O pão mais escuro com uma espécie de farinha bem fina por cima que é indescritível;
  • Frango light – Hambuguer de frango, queijo, alface e um pão escuro com gergelim. Segundo a Pequena, PERFEITO;
  • Paris – Aqui vale um parênteses. Originalmente, o Paris vem com hambúrguer de Picanha, mas a Pequena não pode com carne vermelha, passa mal na hora. Então perguntamos se a carne poderia ser trocada. Infelizmente não existe esta opção, o que acho uma pena. Mas o chef acabou abrindo uma exceção pra gente, exceção que podia virar regra pra atender à diferentes gostos. Enfim, mesmo com o hambúrguer de frango, o sanduíche ficou delicioso, com fatias de cogumelo, qeijo brie, alface e maiô-mostarda.

Chega de dicas para hambúrguer, todos parecem ser gostosos, visto o padrão dos que comemos…

Para sobremesa, peça o Profiteroles e depois conversamos. Eu garanto.

Como dito, atendimento do jeito que gosto, sem exageros e com delicadeza. Só não gostei da Coca-cola que é do tipo garrafinha engana bobo, que é o preço da latinha e vem só 200ml, impossível beber só uma. Fora isso, o chope e cerveja Heineken fazem meu tipo.

Os hambúrgueres custam entre R$20 e R$30,00. Preço razoável, posto o nível de qualidade de todos os itens, inclusive da trilha sonora.

Na época do Google Street View ainda era uma lojinha de roupas.

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